
Inevitalvemente, 30...
Hoje acordei com 30 anos... isso é bom? Há 15 anos, eu era uma menina muito sonhadora, tinha acabado de reprovar a 8ª série, estava mudando de escola por que minha mãe achava que não dava mais para andar com a mesma panelinha que “me levava para o mau caminho”. Eu dizia que 1994 foi o melhor ano da minha vida...
Estava apaixonada (obviamente, o escolhido não correspondia aos meus sentimentos) e era tudo tão intenso... minha panelinha de amigas... uma delas tem meu apelido tatuado no pé (coisas de adolescente). Naquela época eu só vestia preto, e queria uma festa de debutante gótica (não deu muito certo), só teve festa porque a minha fada madrinha já tinha tudo preparado desde os 13 anos...
Lembro que queria ser várias coisas ao mesmo tempo... bailarina, artista plástica, fuzileira naval...
Agora que estou com 30, resolvi mesmo que queria uma festa de debutante tipo “15 anos dobrado”, mas por quê?
Porque talvez o tempo tenha realmente parado para mim. Minhas paixões (ainda não correspondidas) são intensas... minhas amizades, meu relacionamento com a minha família, com o meu trabalho é intenso... como coisa de adolescente.
Me vesti de princesa, coloquei coroa, acreditei estar deslumbrante (e estava!), aproveitei cada momento INTENSAMENTE, beijei um sapo e talvez até tenha me apaixonado (mas isso é outra história).
Quero agradecer a todos que entraram um pouquinho no meu mundo (os meus amigos e parentes que se vestiram de rosa, dançaram valsa, usaram asinhas e coroas)... Sem vocês eu seria uma princesa sem reino (sem razão de viver)
